quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Como saber a hora certa de investir em um novo modelo de negócio?

Por Sérgio Tauhata
Eles falam sobre as mudanças
Editora Globo
Flavia Falci, 35 anos, sócia da Qoy Chocolate Experience, de Minas Gerais. O grupo reúne uma rede de nove lojas e uma fábrica de chocolates
Editora Globo
Flávio Antonio da Costa Filho, 29 anos, sócio da Buy2Joy, empresa de São Paulo especializada em sistemas de implantação de e-commerce e apoio estratégico às operações virtuais
Editora Globo
Flávio Gonçalves, 45 anos, presidente da V. Office, grupo catarinense com atuação no mercado de treinamento em TI, integração de sistemas e telecomunicações
Quais os motivos para criar um novo modelo de negócios?
> “A empresa começou em 1995 com o nome de Doce Cacau. Nosso público consumidor era basicamente das classes A e B. Tudo ia bem, até que surgiu outra marca com Cacau no nome. Isso confundiu os clientes, que reclamaram de nossa mudança de estilo. Houve uma queda de 10% nas vendas em 2008. Fizemos uma pesquisa de mercado e optamos por reconstruir tudo.”> “Começamos como Ntdotcom em Curitiba (PR), no ano de 2008. Desenvolvíamos plataformas completas para portais de e-commerce. No ano passado, investidores de São Paulo compraram parte da Ntdotcom. Decidimos desenvolver o software HotCommerce, um sistema de apoio ao comerciante que inclui divulgação, prospecção de clientes e até pesquisa de mercado on-line.”> “Durante 15 anos, a V. Office manteve o foco de seus negócios em treinamento e integração de sistemas de TI. Como havia demanda pelo desenvolvimento de soluções para áreas como telecomunicações e redes, criamos em 2010 a Gnovit, marca que ficou responsável por desenvolver produtos e soluções para redes e telefonia.”
Como foi o processo?
> “Apostamos em itens premium e adotamos o nome Qoy, que significa ‘entrega’ em quíchua, uma língua andina. Criamos a linha Enjoy, com sabores inusitados como a popjoy, uma pipoca de chocolate. Depois veio uma série de misturas prontas, como as de fondues e cremes. Mudamos
o design das lojas. Investimos R$ 2,5 milhões.”
>“Começamos a fase de implantação de nossa nova infraestrutura e transferimos a sede para São Paulo. Mudamos o nome da marca para Buy2Joy, que associa compras com diversão. Criamos ferramentas de apoio, como um sistema de pesquisa de mercado on-line em tempo real e monitoramento da marca. Investimos R$ 1,2 milhão.”> “No começo, bateu um arrependimento. Tínhamos mais um CNPJ, impostos, trabalho administrativo. Mas foi um passo necessário. A nova empresa absorveu os custos de funcionamento de imediato com a entrada de dinheiro dos contratos que transferimos. Investimos R$ 30 mil para a divulgação e operamos no azul.”
Quais os resultados alcançados?
> “Tivemos um crescimento de 12% no período das festas no final do ano passado. Abrimos a primeira loja em São Paulo no mês de janeiro e vamos investir em franquias para poder crescer mais. Cada loja fatura em média R$ 450 mil por ano, número que deve aumentar com as mudanças.” > “Lançamos o HotCommerce na feira de empreendedorismo do Sebrae no fim de 2010. Já conquistamos 28 clientes e a meta para 2011 é um faturamento de R$ 1,2 milhão. Vamos reinvestir na empresa. Reservamos R$ 500 mil para a divulgação e o marketing.”>“Os negócios cresceram entre 100% e 130% a mais do que se tivessem sido mantidos na V. Office. A margem de contribuição, que eu esperava ser de R$ 10 mil por mês, atingiu R$ 30 mil. Nosso grupo registrou um aumento de 65% nos resultados no ano passado, com faturamento de R$ 10 milhões.”


revistapegn.globo.com
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